As janelas estilo veneziana antigas, seguras por soldados bem chumbados na parede, fechadas com ferrolhos já quase emperrados pelo tempo deixavam vazar um fio de luz natural pelo qual podia ver a poeira numa dança bem sincronizada, conforme movia-se dentro da casa esbarrando em sentimentos, o semblante quase de dor expressava o que sentia enquanto se perguntava quantas dores é necessário para formar um se. Em cada canto que ele tocava é como se voltasse a vida, explodia sentimentos enquanto ele remexia algumas gavetas, cada porta que se abria é como se ela o recebesse, em cada espaço uma lembrança. O interior da casa iluminada apenas por uma luz natimorta confunde sua mente criando ilusões, ele lembra das festas que terminaram e não passaram de momentos, da alegria que havia em todo aquele ambiente, agora apenas o silêncio mortal dominava o interior revelando a força de sua respiração, cada passo no assoalho por onde tanto andou era como um lugar desconhecido. O sorriso dela estava por toda parte, pedaços de uma história estava por todo lado, perdido dentro do seu próprio ambiente não sabia por onde começar, não tinha nenhuma ideia pois tudo parecia tão confuso em sua mente, os rastros de passado estavam presentes em cada detalhe nesse momento a inércia toma conta do seu corpo, ele encosta em uma parede e escorre para o chão como quem não tem o que fazer, ele lembra que precisa olhar para dentro mas não consegue, os braços caídos ao lado do corpo, o corpo pulsando enquanto mil pensamento devoravam a sua mente, nesse momento uma voz se destaca como se um alerta acendesse dentro dele dizendo para que ele abrisse a janela e deixasse a luz a entrar, imediatamente os seus olhos se volta para janela da onde pequenas frestas deixavam vazar a luz que ele tanto precisava... Todo ser humano em algum momento da vida precisa de um lugar de descanso, depois de longas caminhadas por vales e desertos precisamos encontrar um lugar de refrigério.
terça-feira, 21 de abril de 2015
Pelas frestas da janela
As janelas estilo veneziana antigas, seguras por soldados bem chumbados na parede, fechadas com ferrolhos já quase emperrados pelo tempo deixavam vazar um fio de luz natural pelo qual podia ver a poeira numa dança bem sincronizada, conforme movia-se dentro da casa esbarrando em sentimentos, o semblante quase de dor expressava o que sentia enquanto se perguntava quantas dores é necessário para formar um se. Em cada canto que ele tocava é como se voltasse a vida, explodia sentimentos enquanto ele remexia algumas gavetas, cada porta que se abria é como se ela o recebesse, em cada espaço uma lembrança. O interior da casa iluminada apenas por uma luz natimorta confunde sua mente criando ilusões, ele lembra das festas que terminaram e não passaram de momentos, da alegria que havia em todo aquele ambiente, agora apenas o silêncio mortal dominava o interior revelando a força de sua respiração, cada passo no assoalho por onde tanto andou era como um lugar desconhecido. O sorriso dela estava por toda parte, pedaços de uma história estava por todo lado, perdido dentro do seu próprio ambiente não sabia por onde começar, não tinha nenhuma ideia pois tudo parecia tão confuso em sua mente, os rastros de passado estavam presentes em cada detalhe nesse momento a inércia toma conta do seu corpo, ele encosta em uma parede e escorre para o chão como quem não tem o que fazer, ele lembra que precisa olhar para dentro mas não consegue, os braços caídos ao lado do corpo, o corpo pulsando enquanto mil pensamento devoravam a sua mente, nesse momento uma voz se destaca como se um alerta acendesse dentro dele dizendo para que ele abrisse a janela e deixasse a luz a entrar, imediatamente os seus olhos se volta para janela da onde pequenas frestas deixavam vazar a luz que ele tanto precisava...
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